2 de março de 2012

será que

será que estamos condenados a assistir impávidos ao desenrolar da vida? será que o destino é algo assim tão forte e inderrubável que não nos permite ter livre arbítrio nas nossas escolhas? será que as escolhas que fazemos já estão condicionadas àquelas respostas?
vamos sempre questionarmo-nos acerca da escolha mais ou menos acertada, do se e do porquê, vamos olhar sempre para trás quando o caminho é para a frente. porque o passado vai pesando nas costas, porque o presente é esquecido e vivemos ou a reviver ou a projectar. gostava de saber ser agora, sem antes nem depois, sem como, porquê nem senão. gostava que não houvessem razões ou que as razões não confundissem.

29 de fevereiro de 2012

não te esqueças

respira. não te esqueças de o fazer. e, por favor, tem cuidado com o ar que te circunda. afasta-te, se for preciso. mas respira. respira fundo. não te esqueças.
vive. não sobrevivas. e, por favor, trata de ser feliz. não te esqueças.
corre. não te esqueças de correr. no conhecido e no desconhecido. na novidade e na rotina. cansa-te. e liberta-te, por favor.
faz valer a pena,por favor. e se não valer a pena, não fiques, mas respira. não te limites a sobreviver e corre. procura. insiste. resiste.

26 de fevereiro de 2012

lembrete

nada abala mais a minha sanidade do que eu mesma.

23 de fevereiro de 2012

- mas é por ti?
- não, é porque é o melhor.
- mas se não é por ti, como pode ser melhor?
- porque há algo mais importante e que se sobrepõe a mim.
- desculpa, mas isso não é possível. se não te pões em primeiro plano nunca te respeitarás, como esperas então que te respeitem?

22 de fevereiro de 2012

rock-paper-scissors

vivemos na certeza errada de que tudo declina.é certo que os verbos se tornam sempre passado. que o saber tem sempre fome. que o conhecer abraça a curiosidade.e que o adeus arrasta a saudade. vivemos numa roda-viva onde o papel-tesoura-pedra dita o momento que segue, enquanto um ou outro dado é lançado na sorte esperançada da saída d'um 6 para cortarmos caminho. somos seres inquietos e ansiosos onde, num abrir e fechar de olhos, damos um passo maior do que as próprias pernas. ponderação? é um termo esquecido e menosprezado.vivemos na certeza errada de que tudo declina mas não há desculpa ponderável enquanto a cara-ou-coroa for ditadura.