11 de junho de 2013

eunice munoz.eugénio de andrade

Tinha um cravo no meu balcão;
Veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?

Sentada, bordava um lenço de mão;
Veio um rapaz e pediu-mo
- mãe, dou-lho ou não?

Dei um cravo e dei um lenço,
Só não dei o coração;
Mas se o rapaz mo pedir
- mãe, dou-lho ou não?

Eugénio de Andrade


6 de junho de 2013

na linha divisória

.. entre o leste da minha juventude e o oeste do meu futuro. 
                                                                                                                                                                   
Pietrino Di Sebastiano
porque os únicos que me interessam são os loucos; os loucos por viver, loucos por falar, loucos por serem salvos, que desejam tudo ao mesmo tempo e nunca bocejam ou dizem coisas clichês, mas queimam, queimam, queimam como fogos de artifício pela noite
 kerouac , on the  road

31 de maio de 2013

.

pense-se na vida como um imenso problema, uma equação ou, melhor ainda, uma família de equações em parte dependentes mas também parcialmente independentes umas das outras...subentendendo-se que tais equações são bastante complexas e cheias de surpresas e que, muitas vezes, somos incapazes de lhes descobrir as 'raízes'.
fernand braudel 

9 de maio de 2013

bernardo.


Não se explica por muito que se tente.
Este movimento geométrico de inúmeras faces
Persegue-me diariamente, sem volta a dar,
sem saber, ou querer saber porquê.
Acontece. Por instinto.
Como outras banalidades:
Somos o ciclo,
Somos a volta do círculo
Somos o quadrado do círculo
Somos o ponto que seduz o quadrado
E o quadrado que se transforma em círculo
Somos a rotina.
Somos repetição
Somos repetição
Somos repetição
Somos repetição
E também somos tudo isto no sentido contrário
E também somos tudo isto no sentido contrário
E também somos tudo isto no sentido contrário
Bernardo Sassetti, 2008


3 de maio de 2013

josé.