Outra vez, aqui vou eu! - pensei. Pedimos tanto uma coisa e depois não sabemos o que fazer com ela! Medo do fascínio, insegurança, ou apenas confusão pelo inesperado! Só sei que tenho de correr o risco, e aceitar o que a vida me está a trazer. A verdade é que o maior risco que pode acontecer é o de um dia parar e pensar no que poderia ter sido e não foi, porque não o vivi. Não é sábia a vida? Então vamos lá! Com medo, sem medo... nunca fui de me jogar de cabeça nas coisas mas… já é hora.
Há pessoas que vem e que do nada fogem a sete pés e depois há as outras…aquelas que vêm, e batem o pé permanecendo incansavelmente. Há música e música. Há a música que fica no ouvido e que, ouvidas algumas vezes, facilmente a enjoamos e depois há a música que ouvimos sempre como se fosse a primeira vez, não perdendo, em momento algum, o encanto. Há momentos. Há escolhas e amigos que trazem sorrisos, saudade, discórdia. Há diferença, muita diferença. Há família e enteados. Há primas e primas. Há carnavais, há surpresas, há concertos, há Lisboa, há diferença (mais uma vez), há mensagens, há a voz da razão, há erros, há confissões, há conselhos, há mais uma e mais outra música trocada e ouvida, há baixa, há falta de sentido de orientação, há cor-de-rosa e cores terra, há direito e há torto, há seriedade e decadência, há amnésia, há muito e Cempre mais. Há dias e dias. Hoje é 26. É um daqueles dias que seria um crime (sujeito a pena de morte,) caso não fosse assinalado.
Falo-te a cantar: too hard to fake it and nothing can replace it!
Verdadeiros só os suspiros que me dão (falsa) tranquilidade e os (possíveis) olhares perdidos. É, já me chegam as coisas às quais estou demasiado agarrada. Não quero arrastões a mais, muito menos cobranças (egoístas).
Acredito poder ter mais consciência do que isto. Mas Hoje não.